Mineração de criptomoedas é o processo pelo qual computadores competem para resolver problemas matemáticos complexos e, com isso, validar transações e adicionar novos blocos à blockchain. Quem resolve primeiro o problema ganha o direito de registrar o bloco e recebe uma recompensa em moedas recém-criadas, além das taxas pagas pelos usuários da rede.
No Bitcoin, a mineração usa o mecanismo de proof of work (prova de trabalho). Mineradores ao redor do mundo dedicam máquinas especializadas chamadas ASICs para fazer trilhões de cálculos por segundo, buscando um número que satisfaça as regras do protocolo. Essa competição constante é o que garante a segurança da rede: para fraudar uma transação, seria preciso controlar mais poder computacional do que todos os outros mineradores juntos.
A mineração começou caseira, com computadores comuns, mas evoluiu para uma indústria global. Hoje, grandes fazendas de mineração operam em regiões com energia barata, como Paraguai, Texas e Cazaquistão. O consumo de energia é um dos pontos mais debatidos: o Bitcoin consome tanta eletricidade quanto alguns países, o que gera críticas ambientais, mas também impulsiona investimentos em fontes renováveis.
A cada halving, a recompensa por bloco cai pela metade, tornando a mineração menos lucrativa para operações ineficientes. Esse mecanismo garante a escassez do Bitcoin, mas obriga os mineradores a otimizar custos continuamente. Para o investidor comum, não é necessário minerar para ter Bitcoin; a maioria simplesmente compra em corretoras.


