Hot wallet, ou carteira quente, é qualquer carteira de criptomoedas que fica conectada à internet. Isso inclui aplicativos de celular (como Trust Wallet e Exodus), extensões de navegador (como MetaMask e Phantom), carteiras de desktop e a carteira que você mantém dentro de uma exchange. São as mais usadas no dia a dia por serem práticas e acessíveis.
A conveniência é a grande vantagem. Com uma hot wallet, você acessa seus fundos em segundos, interage com protocolos DeFi, conecta-se a DEXs, cunha NFTs e faz transferências rapidamente. Para quem opera com frequência ou precisa de acesso imediato, uma hot wallet é essencial. A MetaMask, por exemplo, se tornou a porta de entrada do Ethereum para milhões de usuários.
O trade-off é a segurança. Por estar online, a hot wallet está mais exposta a riscos: malware, phishing, extensões falsas, sites maliciosos que pedem aprovações de contratos e até ataques de troca de SIM no celular. Um clique errado pode comprometer todos os fundos. Por isso, boas práticas são indispensáveis: ative autenticação em dois fatores, revise as permissões de contratos regularmente e nunca mantenha mais do que o necessário.
A recomendação padrão é usar hot wallets como uma carteira de bolso: para valores pequenos e operações frequentes. Valores maiores devem ser transferidos para cold storage ou uma carteira de hardware. Essa combinação de hot e cold é o que profissionais chamam de gerenciamento de custódia: você equilibra conveniência e segurança conforme a necessidade.