Metaverso é o conceito de mundos virtuais imersivos, persistentes e interconectados, onde pessoas podem interagir, trabalhar, socializar, jogar e realizar transações usando avatares digitais. O termo ganhou destaque global quando o Facebook mudou seu nome para Meta em 2021, sinalizando uma aposta bilionária nesse conceito.
No contexto cripto, o metaverso se conecta à blockchain por meio da propriedade digital verificável. Em plataformas como Decentraland e The Sandbox, terrenos virtuais são NFTs que pertencem de fato ao usuário, não à empresa por trás do jogo. Roupas, acessórios e itens dos avatares também podem ser tokens negociáveis, criando economias internas com moedas próprias.
A promessa é ambiciosa: um espaço onde o digital e o físico se integram, com shows, conferências, lojas e escritórios virtuais. Marcas como Nike, Adidas e Gucci experimentaram o conceito vendendo itens digitais e criando espaços no metaverso. Jogos como Axie Infinity e Otherside exploraram a ideia de universos onde o jogador é também proprietário e investidor.
A realidade, porém, ainda está longe da visão futurista. A maioria das plataformas de metaverso tem poucos usuários simultâneos, gráficos limitados e modelos de negócio incertos. Após a euforia de 2021-2022, muitos projetos perderam valor. O metaverso continua sendo uma aposta de longo prazo que depende de avanços em hardware (como óculos de realidade virtual), conectividade e, principalmente, da criação de experiências que as pessoas realmente queiram usar.
