Layer 2, ou camada 2, é o nome dado a redes e protocolos construídos em cima de uma blockchain principal (a camada 1, como o Ethereum) com o objetivo de processar transações de forma mais rápida e barata. A ideia é desafogar a rede principal, que costuma ficar lenta e cara quando muita gente transaciona ao mesmo tempo.
O funcionamento varia conforme a tecnologia. As soluções mais populares são os rollups, que agrupam centenas de transações em um único pacote, processam tudo fora da cadeia principal e depois registram um resumo compactado de volta no Ethereum. Existem dois tipos principais: optimistic rollups (como Arbitrum e Optimism) e ZK rollups (como zkSync e StarkNet), que usam provas matemáticas para garantir a validade dos dados.
Na prática, usar uma Layer 2 é parecido com usar o Ethereum, mas com taxas que podem ser dezenas de vezes menores. Você conecta sua carteira, transfere ativos via uma bridge e interage com aplicativos DeFi, NFTs e outros protocolos normalmente. A Base (da Coinbase) e a Blast são exemplos de L2s que cresceram rapidamente em 2024-2025, atraindo bilhões em valor depositado.
As Layer 2 são vistas como a resposta ao trilema da escalabilidade: a dificuldade de uma blockchain ser ao mesmo tempo rápida, barata e segura. Ao herdar a segurança do Ethereum enquanto processam transações fora dele, as L2s oferecem o melhor dos dois mundos. A tendência é que cada vez mais aplicações rodem em camada 2, usando a camada 1 como uma âncora de segurança.



