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Stablecoins

As maiores stablecoins do mercado: quais são e como funcionam

Stablecoins são criptomoedas com valor atrelado a uma moeda fiduciária, como o dólar, oferecendo estabilidade em meio à volatilidade do mercado cripto.

Por 4 min de leitura
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As maiores stablecoins do mercado: quais são e como funcionam

O que são stablecoins?

Stablecoins são criptomoedas projetadas para manter um valor estável, geralmente atrelado a uma moeda fiduciária como o dólar americano. Diferentemente do Bitcoin ou Ethereum, que podem oscilar muito de preço, as stablecoins buscam oferecer previsibilidade para quem quer usar criptomoedas sem se expor à volatilidade. Elas são essenciais para negociações em exchanges, transferências internacionais e aplicações de finanças descentralizadas.

Existem três tipos principais de stablecoins: as lastreadas em moeda fiduciária, as lastreadas em criptomoedas e as algorítmicas. Cada uma usa um mecanismo diferente para manter a paridade. As mais populares e amplamente aceitas são as do primeiro tipo, que têm reservas em dólar ou ativos equivalentes.

Quais são as maiores stablecoins?

A maior stablecoin em capitalização de mercado é a Tether (USDT). Ela foi lançada em 2014 e é emitida pela empresa Tether Limited. O USDT está disponível em várias blockchains, como Ethereum, TRON e Solana, o que facilita seu uso em diferentes plataformas. Apesar de controvérsias sobre a transparência de suas reservas, ela continua sendo a mais negociada no mundo.

A segunda maior é o USD Coin (USDC), criado pelo consórcio Centre, que inclui a Coinbase e a Circle. O USDC é conhecido por ser mais transparente, com auditorias regulares de suas reservas. Ele é amplamente usado em aplicações DeFi e por investidores institucionais que exigem maior segurança.

Outra stablecoin relevante é a Dai (DAI), que funciona de forma descentralizada. Diferente do USDT e USDC, a Dai não é lastreada em dólar guardado em um banco, mas sim em uma cesta de criptomoedas depositadas em contratos inteligentes na Ethereum. Isso a torna resistente à censura e mais alinhada com a filosofia cripto.

Como cada uma mantém o valor?

O USDT e o USDC mantêm a paridade com o dólar através de reservas de moeda fiduciária e ativos equivalentes. Para cada token emitido, a empresa emissora afirma ter um dólar (ou ativo de valor similar) guardado em reserva. Quando um usuário compra USDT, a Tether emite um token e deposita o dólar correspondente; quando vende, o token é queimado e o dólar é liberado.

A Dai utiliza um sistema de garantias colaterais com excesso de colateralização. Para gerar Dai, o usuário precisa depositar criptomoedas como Ether em um contrato inteligente, com valor superior ao montante de Dai emitido. Se o colateral perder valor, o sistema liquida a posição automaticamente para garantir que cada Dai continue valendo um dólar.

Já as stablecoins algorítmicas, como o antigo TerraUSD, tentam manter a paridade por meio de algoritmos que ajustam a oferta de tokens com base na demanda. Esse modelo se mostrou frágil e pode levar a colapsos, como ocorreu com o TerraUSD em 2022. Por isso, as stablecoins lastreadas em moeda fiduciária são as mais confiáveis para iniciantes.

Por que as stablecoins são importantes?

Elas servem como ponte entre o sistema financeiro tradicional e o mundo cripto. Investidores podem enviar dólares digitais para qualquer lugar do mundo de forma rápida e com taxas baixas. Exchanges usam stablecoins como par de negociação padrão, permitindo que traders evitem a volatilidade do Bitcoin ao fazer transações.

Além disso, as stablecoins são a base das finanças descentralizadas. Em protocolos como Aave ou Compound, você pode depositar USDC ou Dai para render juros, ou usar como garantia para emprestar outras criptomoedas. Sem elas, grande parte da inovação em DeFi não seria possível.

Quais os riscos?

O principal risco é o de contraparte, especialmente com stablecoins centralizadas como USDT e USDC. Se a empresa emissora não tiver reservas suficientes ou sofrer um ataque hacker, o valor do token pode desabar. Já a Dai tem risco de colateral insuficiente em caso de queda brusca do mercado, embora o sistema seja projetado para evitar isso.

Outro risco é regulatório. Governos podem impor restrições a stablecoins, exigindo licenças ou limitando seu uso. Em 2023, por exemplo, o USDC enfrentou problemas quando o Silicon Valley Bank faliu, já que a Circle tinha reservas no banco. Por isso, é importante diversificar e não concentrar todos os recursos em uma única stablecoin.

Como escolher uma stablecoin?

Para iniciantes, o USDC é geralmente recomendado por sua transparência e forte regulação nos Estados Unidos. Se você precisa de liquidez para negociações rápidas, o USDT é mais aceito em exchanges menores. Já para quem valoriza descentralização, a Dai é a melhor opção.

Considere também a blockchain onde a stablecoin está disponível. USDT em TRON tem taxas baixas para transferências, enquanto na Ethereum as taxas podem ser altas. Escolha a rede que atende melhor ao seu uso, seja para enviar dinheiro, fazer trading ou participar de DeFi.

Perguntas frequentes

Stablecoins são seguras como o dólar? Não completamente. Elas dependem da credibilidade do emissor ou da robustez do sistema descentralizado. Em situações extremas, como uma corrida bancária digital, podem perder a paridade temporariamente.

Posso usar stablecoins para pagar contas? Sim, em alguns lugares. Existem cartões de débito cripto que permitem gastar USDC ou USDT diretamente, convertendo para moeda fiduciária no momento da compra. Mas a aceitação ainda é limitada comparada ao dinheiro tradicional.

Qual a diferença entre USDT e USDC? Ambos são lastreados em dólar, mas o USDC é mais transparente, com auditorias mensais, enquanto o USDT tem histórico de questionamentos sobre suas reservas. Na prática, os dois funcionam de forma similar para a maioria dos usuários.

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