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O que é Avalanche (AVAX) e como funcionam as subnets

Avalanche é uma blockchain de camada 1 criada pela Ava Labs, fundada em 2019 por um time liderado pelo professor de Cornell Emin Gün Sirer, com mainnet lançada em 21 de setembro de 2020 e finalidade de transação em menos de um segundo.

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O que é Avalanche (AVAX) e como funcionam as subnets

[Avalanche](/aprenda/avalanche) é uma blockchain de camada 1 que roda contratos inteligentes compatíveis com Ethereum e entrega finalidade de transação em menos de um segundo. Foi criada pela Ava Labs, empresa fundada em 2019 por um time liderado por Emin Gün Sirer, professor da Universidade Cornell, e teve sua mainnet lançada em 21 de setembro de 2020. AVAX é o token nativo da rede, usado para pagar taxas, fazer staking e sustentar a segurança do sistema. As subnets (redes soberanas que qualquer um pode criar com regras próprias) são o diferencial do projeto: em vez de espremer todo mundo numa única cadeia, a Avalanche deixa cada aplicação rodar a sua. Desde dezembro de 2024, elas se chamam oficialmente Avalanche L1s.

Quem criou a Avalanche e por que ela nasceu?

A Ava Labs surgiu em 2019. Emin Gün Sirer, o rosto mais conhecido do projeto, é acadêmico de sistemas distribuídos em Cornell. Maofan "Ted" Yin, cofundador, teve papel central na formalização dos protocolos que sustentam a rede: Snowflake, Snowball e Avalanche.

Antes da mainnet, a Ava Labs levantou US$ 42 milhões numa venda pública de tokens. O problema a atacar era o de sempre: blockchains de uso geral congestionam porque todo mundo disputa o mesmo espaço de bloco. A aposta da Avalanche foi escalar na horizontal, criando muitas cadeias em vez de aumentar a capacidade de uma só.

Se você está construindo a base, vale ler antes o que é blockchain e como funciona.

Como funciona a arquitetura de três cadeias?

A Avalanche não tem uma cadeia só. A rede principal (Primary Network) é composta por três blockchains embutidas, cada uma com uma função:

  • X-Chain (Exchange Chain): criação e troca de ativos.
  • C-Chain (Contract Chain): contratos inteligentes. É aqui que roda a compatibilidade com a EVM, ou seja, onde vivem os aplicativos DeFi que você reconhece do Ethereum.
  • P-Chain (Platform Chain): coordena os validadores e as subnets.

O consenso é uma família de protocolos chamada Snow. A variante linear, Snowman, é usada pela C-Chain e pela P-Chain. É isso que entrega a finalidade abaixo de um segundo: a transação confirma e não volta atrás.

A rede usa staking, e não mineração. Se o conceito não estiver claro, veja o que é proof of stake.

O que é uma subnet, na prática?

Uma subnet é uma rede soberana. Quem cria define as próprias regras: quem pode validar, qual a economia do token, qual máquina virtual roda em cima. Qualquer entidade pode lançar uma.

Isso resolve um incômodo real. Numa cadeia compartilhada, um jogo de NFT que viraliza entope a rede e encarece a vida de todo mundo. Numa subnet, o jogo tem a própria cadeia e as próprias taxas. O sucesso de um não vira imposto para o vizinho.

Casos de uso com tração:

  • Games: cadeias dedicadas onde as taxas não explodem no pico de uso.
  • Instituições: a Ava Labs lançou as subnets "Evergreen", voltadas para empresas que precisam de validadores conhecidos e acesso restrito.
  • Ativos do mundo real: redes com requisitos próprios de conformidade, sem impor essas regras ao resto do ecossistema.

Para times que não querem operar validadores na unha, a Ava Labs oferece o AvaCloud, serviço gerenciado que abstrai a configuração da cadeia.

O que mudou com o upgrade Avalanche9000?

Esse é o ponto que muito conteúdo desatualizado erra. O upgrade Etna, também chamado de Avalanche9000, foi ativado na mainnet em 16 de dezembro de 2024 e mudou duas coisas estruturais.

Primeiro, a nomenclatura: subnets passaram a se chamar Avalanche L1s.

Segundo, e mais importante, a economia. Antes, os validadores de uma subnet precisavam também validar a Primary Network, o que exigia um stake de 2.000 AVAX por validador. A proposta ACP-77 desacoplou as duas coisas: validadores de uma L1 não precisam mais validar a Primary Network e passaram a pagar uma taxa contínua na P-Chain, com base de 1,33 AVAX por validador por mês, ajustável por governança.

Lançar uma cadeia própria saiu de "trave centenas de milhares de dólares em capital" para "pague uma mensalidade".

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre subnet e Avalanche L1?

É o mesmo conceito com nome novo. "Subnet" era o termo original. Com o Avalanche9000, ativado em 16 de dezembro de 2024, essas redes passaram a se chamar oficialmente Avalanche L1s. A mudança de nome veio junto com a soberania de verdade: elas deixaram de depender da validação da Primary Network.

AVAX serve para quê, exatamente?

AVAX paga as taxas de transação da rede, é usado em staking para validar a Primary Network e é a moeda com que os validadores de L1s pagam a taxa contínua na P-Chain.

A Avalanche é uma concorrente ou uma alternativa ao Ethereum?

As duas coisas. A C-Chain é compatível com a EVM, então aplicativos Ethereum rodam ali com pouco atrito, e nesse sentido é concorrência direta por usuários e liquidez. Mas o modelo é diferente do caminho das layer 2: a Avalanche não liquida no Ethereum, é uma rede independente.

Conclusão

A Avalanche resolve um problema legítimo. Dar a cada aplicação a própria cadeia soberana é boa engenharia, e o Avalanche9000 derrubou a barreira de custo que travava essa arquitetura.

Os riscos são concretos. Fragmentação é o principal: muitas cadeias significam liquidez espalhada e necessidade de pontes, historicamente o elo mais frágil e mais atacado do setor. Uma L1 com poucos validadores é uma L1 com pouca segurança, e a soberania que atrai desenvolvedores é a mesma que permite redes mal configuradas. Some a competição feroz contra Ethereum, Solana e as próprias L2s.

Entender a arquitetura não é prever adoção. Faça sua própria pesquisa e não invista o que não pode perder.

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