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Finanças Tradicionais Aderem ao Cripto com Instituições Comprando a Queda do Bitcoin

Instituições financeiras tradicionais aumentam investimento em cripto.

Jornal Cripto2 min de leitura
Finanças Tradicionais Aderem ao Cripto com Instituições Comprando a Queda do Bitcoin
Foto: reprodução

Instituições financeiras tradicionais estão abandonando gradualmente o ceticismo em relação às criptomoedas, e essa mudança tem se intensificado em 2026. Bancos, corretoras e exchanges correm para oferecer produtos de criptoativos em resposta à crescente demanda de investidores de varejo, institucionais e clientes de alto patrimônio, que atingiu um ponto crítico.

David Ripley, co-CEO da exchange de criptomoedas Kraken, destacou em entrevista à Axios que "quase todas as empresas de serviços financeiros tradicionais oferecerão cripto, bitcoin e ethereum aos seus clientes". Ele classificou esse movimento como "uma grande história de 2026", sinalizando uma transformação significativa no cenário financeiro global.

A ascensão das stablecoins, versões digitais de ativos tradicionais baseadas em blockchain, preparou o terreno para a próxima grande onda: a tokenização de ações de empresas de capital aberto. Ripley acredita que as ações públicas serão o próximo grande palco para a tokenização de ativos, permitindo maior acessibilidade e liquidez.

A Kraken, por exemplo, já anunciou planos para oferecer ações de IPO tokenizadas a investidores de varejo. O objetivo é democratizar o acesso a investimentos em empresas de grande porte, que tradicionalmente são restritos a investidores institucionais até fases mais avançadas de seu crescimento, conforme mencionado por Ripley.

O mercado de IPOs, aliás, se prepara para um evento histórico com a possível estreia da SpaceX na Nasdaq. A empresa busca levantar cerca de US$ 75 bilhões, com uma avaliação de US$ 1,7 trilhão, o que a consagraria como a maior oferta pública inicial da história.

A CFO da Nasdaq, Sarah Youngwood, confirmou à Axios que o mercado americano possui a capacidade de absorver ofertas multibilionárias, como as esperadas da OpenAI e Anthropic, sem a necessidade de grandes reestruturações. A bolsa também está expandindo as negociações fora do horário comercial, espelhando a natureza ininterrupta dos mercados de criptomoedas.

Paralelamente, o chefe de estratégia institucional da Coinbase, John D’Agostino, revelou que fundos soberanos, family offices e outros grandes investidores estão ativamente comprando a queda do Bitcoin, mesmo com a criptomoeda negociada perto de US$ 60.000 e uma desvalorização de 50% em relação ao seu pico histórico.

Fundos como o Mubadala de Abu Dhabi aumentaram sua exposição ao ETF de Bitcoin da BlackRock pela quarta vez consecutiva. Apesar da volatilidade recente, os ETFs de Bitcoin ainda gerenciam aproximadamente US$ 100 bilhões em ativos. D’Agostino atribui a queda a incertezas macroeconômicas, altas taxas de juros, atrasos regulatórios e tensões geopolíticas, mas ressalta a confiança institucional no valor de longo prazo do Bitcoin, reforçada pela compra subsequente de 1.550 Bitcoins pela Strategy.

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