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Volatilidade do Bitcoin Diminui com Amadurecimento do Ativo, Aponta Relatório da Charles Schwab

Volatilidade do Bitcoin diminui significativamente.

Jornal Cripto3 min de leitura
Volatilidade do Bitcoin Diminui com Amadurecimento do Ativo, Aponta Relatório da Charles Schwab
Foto: reprodução

Um novo relatório divulgado pela Charles Schwab sugere que o Bitcoin está perdendo uma de suas características mais marcantes: a volatilidade extrema. Essa mudança pode ser interpretada tanto de forma positiva quanto negativa para o mercado. Segundo a análise da renomada instituição financeira, as oscilações de preço do Bitcoin têm apresentado uma queda acentuada nos últimos anos, demonstrando um comportamento menos volátil, inclusive, do que algumas das maiores ações de tecnologia dos Estados Unidos.

O estudo revelou que a volatilidade histórica (HV) do Bitcoin atingiu 42% em 2025, aproximadamente metade do índice registrado em 2021. Essa redução significativa marca uma evolução considerável à medida que a criptomoeda se consolida como um ativo financeiro amplamente negociado. Os dados da Charles Schwab indicam que o BTC agora se comporta de maneira similar a grandes papéis de renda variável e, em alguns casos, exibe maior estabilidade.

Para contextualizar, as ações da Tesla apresentaram uma volatilidade histórica de 63% em 2025, enquanto a Nvidia registrou 50%. Ambos os índices superaram os 42% observados no Bitcoin no mesmo período. Métricas de movimento diário de preço, como a média real de alcance como porcentagem do preço, também apontam para uma tendência comparável entre os ativos.

Apesar da diminuição na volatilidade, o Bitcoin ainda demonstra propensão a quedas abruptas. O relatório destaca que o ativo sofreu uma desvalorização de até 32% em 2025, com perdas que se estenderam até o início de 2026. Em uma janela temporal mais longa de três anos, o BTC registrou uma queda de pico a vale de 50%, sinalizando que grandes oscilações, embora menos frequentes, não desapareceram completamente.

No entanto, essas perdas não foram exclusivas do Bitcoin. A Tesla, por exemplo, experimentou uma retração mais acentuada de 54% no mesmo período, enquanto a Nvidia declinou 37% em seu pior momento. Esses números evidenciam uma tendência mais ampla: ações de tecnologia com alto crescimento podem apresentar níveis de volatilidade comparáveis ou até superiores aos do Bitcoin.

Expandindo a análise, a volatilidade de longo prazo do Bitcoin permanece elevada em comparação com ativos tradicionais. Durante o declínio do mercado em 2022, a criptomoeda caiu 77% de seu pico, enquanto a Tesla registrou uma queda de 74% e a Nvidia, de 66%. Contudo, a Charles Schwab observou que as métricas gerais de volatilidade da Tesla no período de cinco anos ainda superaram as do BTC.

O relatório também compara o BTC com commodities, mostrando que os futuros de prata frequentemente apresentaram movimentos de preço diários mais erráticos, apesar de retrações gerais menores. O ouro, em contraste, manteve ganhos relativamente estáveis com menor volatilidade. Dentro do mercado de criptoativos, a estabilidade relativa do Bitcoin tornou-se mais pronunciada, com o Ethereum continuando a negociar com maior volatilidade e retrações mais profundas, ampliando a diferença entre os dois ativos desde 2021.

A Charles Schwab conclui que a evolução do BTC reflete sua crescente integração nas finanças tradicionais. Um exemplo claro da crescente aceitação do Bitcoin por Wall Street é o ETF de Bitcoin à vista da Morgan Stanley, MSBT, que se aproxima do lançamento após receber um aviso oficial de listagem na NYSE, um passo que analistas consideram um sinal de estreia iminente. Caso aprovado, o fundo seria o primeiro ETF de Bitcoin à vista emitido por um grande banco americano, diferenciando-o dos produtos existentes oferecidos por gestoras como BlackRock e Fidelity.

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