LMAX avalia venda ou IPO de até US$ 5 bi com assessoria de Morgan Stanley
LMAX Group contrata Morgan Stanley e KBW para avaliar venda ou IPO de até US$ 5 bilhões.

A LMAX Group, plataforma institucional de negociação de criptomoedas, está avaliando alternativas estratégicas que incluem uma venda ou oferta pública inicial (IPO), que pode avaliar o negócio em até US$ 5 bilhões. A empresa contratou o Morgan Stanley e o banco de investimento KBW, parte do Stifel, como assessores. As discussões são privadas, e fontes próximas afirmam que todas as opções estão sendo consideradas, incluindo fusão com SPAC e IPOs nos EUA ou Europa, sendo uma listagem na Nasdaq a rota preferida no momento.
A companhia, sediada em Londres, opera plataformas de negociação institucional para câmbio (forex) e ativos digitais, fornecendo execução, liquidez e infraestrutura de mercado para bancos, corretoras, hedge funds e gestoras de ativos. Regulada pela Autoridade de Conduta Financeira (FCA) do Reino Unido, é conhecida por seu modelo de execução agenciada, livros de ordens transparentes e infraestrutura de baixa latência.
Por que a LMAX está considerando uma venda ou IPO agora?
A LMAX se beneficiou do aumento da participação institucional nos mercados de criptomoedas após a aprovação dos ETFs de bitcoin à vista nos EUA e do renovado interesse de bancos e gestoras por exposição a ativos digitais. A empresa expandiu rapidamente no último ano, lançando em fevereiro uma exchange multi-ativos 24 horas por dia, 7 dias por semana, que permite a negociação de ativos tokenizados e tradicionais. Em janeiro, recebeu um investimento estratégico de US$ 150 milhões da Ripple para impulsionar a adoção institucional da stablecoin RLUSD.
A atividade de fusões e aquisições no setor cripto acelerou em 2025, com empresas como Kraken (Payward) adquirindo a plataforma de derivativos Bitnomial e a Bullish, controladora do CoinDesk, comprando a Equiniti por US$ 4,2 bilhões. Analistas esperam mais consolidação à medida que as empresas competem para construir capacidades institucionais em custódia, liquidação, tokenização e infraestrutura de stablecoins.
Em julho de 2021, a J.C. Flowers, uma gestora de private equity focada em serviços financeiros, adquiriu 30% da LMAX por US$ 300 milhões, avaliando o grupo em cerca de US$ 1 bilhão. O investimento visava apoiar a expansão da LMAX nos mercados institucionais de câmbio e criptomoedas. A empresa não tem pressa para abrir capital, já que seu negócio principal de câmbio a protege da volatilidade do mercado cripto.
Um porta-voz da LMAX disse que a empresa não comenta especulações. O Morgan Stanley também se recusou a comentar, e o Stifel não respondeu aos pedidos de comentário até o momento da publicação.
Perguntas frequentes
Qual é a avaliação estimada da LMAX? A LMAX pode ser avaliada em até US$ 5 bilhões, segundo fontes próximas às discussões. Em 2021, a empresa foi avaliada em cerca de US$ 1 bilhão quando a J.C. Flowers adquiriu 30% do negócio.
A LMAX já definiu uma data para o IPO? Não. A empresa não tem pressa para abrir capital, pois seu negócio de câmbio a protege da fraqueza atual dos mercados de criptomoedas. A listagem na Nasdaq é a rota preferida, mas todas as opções, incluindo venda ou fusão com SPAC, permanecem em aberto.
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