Fidelity, gigante de US$ 7 trilhões, apoia nova lei de clareza para criptomoedas
Fidelity, com US$ 7 trilhões em ativos, apoia o Clarity Act, projeto de lei para regular criptomoedas nos EUA.

A Fidelity, gigante de investimentos que administra cerca de US$ 7 trilhões em ativos, tornou-se a mais recente grande apoiadora do Clarity Act, projeto de lei que busca estabelecer regras claras para o mercado de criptomoedas nos Estados Unidos. A empresa, sediada em Boston, manifestou seu apoio por meio de sua conta oficial "Public Policy" na rede social X, pedindo ao Senado que aprove a proposta.
O que o Clarity Act propõe de novo? Uma nova versão do projeto, que circula no Senado esta semana, inclui a proibição de que autoridades e seus familiares emitam ou promovam criptomoedas. Essa medida visa responder a críticas de políticos como a senadora democrata Elizabeth Warren, que argumenta que o presidente Donald Trump poderia se beneficiar pessoalmente de empreendimentos cripto. A Fidelity afirmou que "chegou a hora de regras claras, essenciais para fortalecer a confiança dos investidores, proporcionar certeza aos participantes do mercado e reforçar a liderança dos EUA nos mercados globais de ativos digitais".
Além da Fidelity, o projeto recebeu apoio de grupos de defesa do setor, como Crypto Council for Innovation, Blockchain Association e Digital Chamber, além da National Fraternal Order of Police e outros políticos. A empresa tem interesse direto na lei, pois gerencia fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin e outros ativos digitais, que dão aos investidores americanos exposição a criptomoedas por meio de ações negociadas em bolsas tradicionais. A SEC aprovou vários ETFs de Bitcoin à vista em 2024, que se tornaram alguns dos lançamentos mais bem-sucedidos da história.
O Clarity Act já havia sido aprovado pelos republicanos no ano passado, mas ficou estagnado principalmente devido a preocupações de líderes bancários com stablecoins e os rendimentos que poderiam pagar aos clientes. A Coinbase retirou seu apoio ao projeto em janeiro, após divergências com banqueiros que defendiam a proibição de rendimentos sobre stablecoins. Os bancos americanos argumentam que poderiam perder clientes se corretoras de criptomoedas como a Coinbase oferecerem produtos mais atraentes para sua base de depósitos.
Perguntas frequentes ### Por que a Fidelity está apoiando o Clarity Act agora? A Fidelity acredita que regras claras são essenciais para fortalecer a confiança dos investidores e proporcionar certeza ao mercado, especialmente porque a empresa gerencia ETFs de Bitcoin e outros ativos digitais que dependem de um ambiente regulatório estável. ### A nova versão do projeto realmente impede que políticos se beneficiem de criptomoedas? Sim, a versão mais recente do Clarity Act proíbe autoridades e seus familiares de emitir ou promover criptomoedas, uma medida direcionada a críticas de que o presidente Trump poderia usar o projeto para ganho pessoal.
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