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Grupo Político Defende Inclusão do Bitcoin em Isenção Fiscal Proposta para Criptoativos

O Bitcoin Policy Institute (BPI) está pressionando o Congresso dos Estados Unidos para ampliar a proposta de isenção fiscal de minimis para ativos digitais, a fim de incluir o bitcoin e outros tokens importantes da rede, além das stablecoins de pagamento.

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Grupo Político Defende Inclusão do Bitcoin em Isenção Fiscal Proposta para Criptoativos
Foto: reprodução

O Bitcoin Policy Institute (BPI) está pressionando o Congresso dos Estados Unidos para ampliar a proposta de isenção fiscal de minimis para ativos digitais, a fim de incluir o bitcoin e outros tokens importantes da rede, além das stablecoins de pagamento. Atualmente, o bitcoin é classificado como propriedade, o que implica que cada transação feita com o ativo acarreta um cálculo de ganhos de capital, independentemente do valor da transação. O BPI argumenta que essa estrutura desencoraja pagamentos rotineiros, como a compra de café ou o envio de pequenas remessas, pois os usuários precisam rastrear o custo de aquisição e relatar ganhos e perdas, mesmo que mínimos.

Nos últimos meses, os legisladores têm explorado diversas abordagens legislativas na 119ª sessão do Congresso. A senadora Cynthia Lummis apresentou um projeto de lei isolado que estabelece um limite de 300 dólares por transação, com um teto anual de 5.000 dólares, além de abordar a tributação de mineração e staking. Por outro lado, os membros da Câmara, Max Miller e Steven Horsford, sugeriram um rascunho de discussão vinculado ao PARITY Act, que aplicaria uma isenção mais restrita às stablecoins de pagamento regulamentadas, visando um limite de 200 dólares, em conformidade com as regras de moeda estrangeira.

O BPI considera que a mudança em direção a um modelo de isenção de minimis focado apenas em stablecoins representa um desvio significativo dos esforços bipartidários anteriores que buscavam englobar uma gama mais ampla de ativos digitais. O grupo defende que restringir a isenção apenas às stablecoins deixaria a maioria dos pagamentos em bitcoin sujeitos a obrigações de relatórios completos, além de não levar em conta que as transações de stablecoins dependem de tokens de rede separados para taxas de transação, que permanecem eventos tributáveis.

Em resposta a essa situação, o BPI liderou uma carta de coalizão endereçada a redatores de leis fiscais e lançou uma campanha de mobilização no Capitólio, reunindo-se com 19 escritórios no Congresso ao longo dos últimos três meses. A organização está pressionando por uma isenção baseada em valor que abarque tanto stablecoins de pagamento compatíveis com o GENIUS quanto tokens de rede de grande capitalização, com um potencial limite de até 600 dólares por transação e um teto anual próximo a 20.000 dólares.

O BPI alerta que, com as eleições intermediárias se aproximando e a senadora Lummis programada para deixar o Senado em janeiro de 2027, a oportunidade para uma reforma abrangente da tributação de ativos digitais pode se fechar se o Congresso não avançar com um pacote antes de uma esperada pressão legislativa em agosto de 2026.

Em outro contexto, surgiram alegações de que a Coinbase teria se oposto à isenção fiscal para o bitcoin. O Diretor de Políticas da Coinbase, Faryar Shirzad, e o CEO Brian Armstrong negaram essas alegações, respondendo a declarações feitas pelo podcaster de bitcoin Marty Bent. Shirzad considerou a acusação "uma total mentira", afirmando que a empresa nunca teria e nunca teria a intenção de fazer lobby contra o bitcoin. A negação seguiu um relatório de Bent, que afirmava que a Coinbase havia informado aos legisladores que a isenção era desnecessária, pois o bitcoin não era amplamente utilizado como moeda.

De acordo com Bent, a Coinbase argumentou que uma isenção de minimis equivaleria a um "subsídio" improvável de ser aprovado, e estava, em vez disso, defendendo um tratamento fiscal focado em stablecoins que beneficiaria seu próprio modelo de negócios. Bent posteriormente declarou ter três fontes que apoiavam sua afirmação. Armstrong, ao ser questionado publicamente por Jack Dorsey, da Block Inc., rejeitou a alegação, chamando o boato de "totalmente falso". Essa discussão em torno da isenção fiscal para o bitcoin reflete a crescente complexidade do cenário regulatório para criptomoedas nos Estados Unidos, onde as decisões políticas podem ter um impacto significativo sobre o futuro do ativo.

Em síntese, a pressão do BPI para incluir o bitcoin em um regime de isenção fiscal mais abrangente é um indicativo da luta contínua por reconhecimento e facilidade de uso desse ativo digital. As movimentações no Congresso e as respostas das principais plataformas de exchange, como a Coinbase, demonstram a tensão entre a inovação no setor de criptomoedas e a necessidade de um marco regulatório que favoreça seu crescimento, ao mesmo tempo em que mantém a conformidade fiscal. O futuro do bitcoin e de outros ativos digitais pode depender das decisões políticas que estão por vir, e a capacidade do BPI de influenciar essas decisões será crucial para moldar o ambiente fiscal que os investidores e usuários de bitcoin enfrentarão nos próximos anos.

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