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Executivos da Strategy e Blockstream Apresentam Visão do Futuro Financeiro do Bitcoin

Executivos discutem futuro financeiro do Bitcoin em painel.

Jornal Cripto3 min de leitura
Executivos da Strategy e Blockstream Apresentam Visão do Futuro Financeiro do Bitcoin
Foto: reprodução

Na última quarta-feira, os CEOs da Strategy, Phong Le, e da Blockstream, Adam Back, participaram de um painel moderado por Natalie Brunell, onde discutiram a estratégia de tesouraria do Bitcoin, tokenização, crédito digital e o enigmático mistério em torno de Satoshi Nakamoto. A conversa proporcionou uma visão abrangente de um sistema financeiro em transformação, com o Bitcoin como elemento central.

Phong Le começou a discussão com uma observação impactante sobre as reservas de Bitcoin da Strategy. Atualmente, a empresa detém 818.334 BTC, o que a coloca em segundo lugar entre as entidades com maiores quantidades de Bitcoin. Le destacou que "existe apenas uma entidade individual que possui mais Bitcoin do que a Strategy, e essa é Satoshi". Com essa dinâmica, a empresa está a caminho de atingir a marca de 1 milhão de BTC nos próximos meses, um marco que solidificaria sua posição na história financeira.

Um dos principais focos da discussão foi o Stretch, ou STRC, uma ação preferencial perpétua da Strategy que paga um dividendo anual de 11,5%, com os recursos utilizados para adquirir Bitcoin. Le foi direto ao explicar a importância desse produto: "Este produto faz o bem", contrastando-o com indústrias como tabaco e alimentos processados. Os investidores têm utilizado o STRC como um local para estacionar dinheiro a curto prazo, servindo como uma barreira mais baixa para aqueles que buscam exposição ao Bitcoin. Le descreveu o STRC como "o produto de crédito mais importante de todos os tempos", sendo uma pedra angular para a união entre BTC e protocolos DeFi.

Adam Back abordou a interseção entre a ideologia cypherpunk e as finanças institucionais, uma tensão que a comunidade Bitcoin tem enfrentado ao longo dos anos. Ele ressaltou que a aceitação do BTC por fundos soberanos e privados é um "sinal de sucesso", e não um compromisso. Segundo Back, os cypherpunks acreditam na formação de capital e nos mercados livres, não apenas na privacidade criptográfica. Ele argumentou que as empresas de tesouraria existem para aumentar o Bitcoin por ação, o que também beneficia os detentores individuais.

Le reforçou essa perspectiva, mencionando que aprendeu muito com Back quando se conheceram. Ele descreveu os cypherpunks como mentes brilhantes que compreendem bem os mercados, enfatizando que o movimento sempre operou na interseção entre tecnologia e capital. Quanto à tokenização, ambos os executivos a consideraram como a próxima mudança estrutural significativa. Le a descreveu como "a digitalização dos mercados", com a blockchain proporcionando a camada de transparência.

Ele usou o sistema de pagamento por aproximação como analogia, questionando: "Por que não podemos fazer isso com ações, de forma peer to peer?" Back complementou que a tokenização possibilita negociações 24/7, uso de ativos como colateral e desbloqueia valor em ativos que são difíceis de descobrir ou negociar, como notas e contratos privados. Quando questionado se grandes bancos competiriam no crédito digital em Bitcoin, Le expressou sua expectativa de que sim, comparando essa dinâmica à forma como a Amazon remodelou o varejo, forçando a Walmart a reagir. Ele ainda acrescentou: "Adoraria ver o Morgan Stanley nessa lista" em referência a grandes empresas de Bitcoin.

O painel encerrou com uma nota mais leve, quando Brunell questionou Back sobre uma investigação do New York Times publicada no início do mês, que o nomeava como o criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto. Back, que já havia negado a alegação quando a história foi divulgada, não abordou diretamente o assunto, mas afirmou: "Estamos em um lugar muito bom quanto à adoção da tecnologia". Essa discussão ilustra não apenas as inovações em torno do Bitcoin, mas também o papel crescente que ele desempenha nas finanças modernas, reforçando a relevância contínua da criptomoeda no cenário econômico atual.

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