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Bitwise e Lombard Unem Forças para Render Bitcoin Institucional

Bitwise se une à Lombard para gerar rendimento com Bitcoin institucional.

Jornal Cripto3 min de leitura
Bitwise e Lombard Unem Forças para Render Bitcoin Institucional
Foto: reprodução

A Bitwise Asset Management deu um passo significativo ao se tornar a primeira parceira estratégica de rendimento no ecossistema Bitcoin Smart Accounts da Lombard. Essa colaboração marca um avanço importante na integração entre a custódia institucional de Bitcoin e a utilização produtiva do ativo na blockchain. O objetivo principal é desbloquear rendimento e liquidez para aproximadamente US$ 500 bilhões em Bitcoin atualmente mantidos sob custódia regulamentada, sem a necessidade de transferir os ativos ou alterar os arranjos de custódia existentes.

O lançamento dos Bitcoin Smart Accounts está previsto para o segundo trimestre de 2026, com a promessa de permitir que indivíduos de alto patrimônio, gestores de ativos institucionais e tesourarias corporativas gerem rendimento ou tomem empréstimos utilizando seus Bitcoins. O diferencial é que tudo isso será feito mantendo o controle total sobre seus ativos. A Bitwise será responsável por implementar estratégias de rendimento de nível institucional, mesclando empréstimos em finanças descentralizadas (DeFi) com portfólios curados de ativos do mundo real. Paralelamente, a Morpho garantirá a liquidez de stablecoins para os produtos de empréstimo.

Jacob Phillips, cofundador da Lombard, ressaltou a importância desta adoção institucional, afirmando que desde a introdução dos Bitcoin Smart Accounts em fevereiro, houve uma demanda substancial por soluções que permitam a alocação produtiva de Bitcoin, preservando a custódia atual. Ele destacou que a Bitwise possui a credibilidade e as capacidades necessárias para atender a esse mercado em larga escala, suprindo uma carência identificada.

A parceria visa solucionar ineficiências operacionais de longa data no mercado institucional de Bitcoin. Tradicionalmente, detentores de Bitcoin que buscavam liquidez enfrentavam opções limitadas: sair da custódia, recorrer a canais de empréstimo OTC (over-the-counter) pouco transparentes ou vender seus ativos. Cada uma dessas alternativas apresentava riscos, custos ou a perda de potencial de valorização. Os Smart Accounts da Lombard utilizam uma infraestrutura integrada à custódia, permitindo que posições em Bitcoin sejam reconhecidas como colateral através de recibos criptográficos (BTC.b), sem a necessidade de transferir o ativo subjacente.

Hunter Horsley, CEO da Bitwise, descreveu a colaboração como um marco para o Bitcoin institucional, observando uma demanda crescente por estratégias que gerem retornos enquanto preservam as propriedades fundamentais do Bitcoin. Ele acredita que essa parceria está moldando um ecossistema onde o BTC pode funcionar como capital produtivo e gerador de rendimento, mantendo os padrões de segurança e conformidade. Horsley também mencionou que a recente recuperação e subsequente queda do Bitcoin têm atraído o interesse institucional, com investidores vendo os níveis abaixo de US$ 70.000 como uma oportunidade de acumulação.

Enquanto alguns traders de varejo permanecem cautelosos, aguardando sinais de que o mercado encontrou um piso, investidores maiores encaram a correção com uma perspectiva diferente. Horsley sugere que detentores de longo prazo podem sentir incerteza durante quedas de preço, mas instituições estão aproveitando a oportunidade para entrar em níveis antes considerados inatingíveis. Alguns compradores estão se beneficiando da fraqueza geral do mercado, com o Bitcoin fazendo parte de uma liquidação mais ampla de ativos de risco, abrindo novas oportunidades de acumulação.

A arquitetura projetada para esta colaboração visa escalabilidade. A integração de novos custodiantes ou protocolos aumenta a utilidade do sistema, gerando efeitos de rede semelhantes aos observados em sistemas como ACH ou SWIFT ao longo de décadas. A Lombard planeja expandir suas parcerias com custodiantes e integrar protocolos validados ao longo de 2026, com o objetivo de mobilizar centenas de bilhões de dólares em Bitcoin detidos institucionalmente para se tornarem capital produtivo na blockchain.

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