Zerohash Busca Aprovação para Charter de Banco Fiduciário nos EUA
A empresa de infraestrutura de ativos digitais Zerohash, com sede em Chicago, formalizou um pedido junto ao Escritório do Controlador da Moeda (OCC) dos Estados Unidos para obter uma licença de banco fiduciário nacional.

A empresa de infraestrutura de ativos digitais Zerohash, com sede em Chicago, formalizou um pedido junto ao Escritório do Controlador da Moeda (OCC) dos Estados Unidos para obter uma licença de banco fiduciário nacional. Este movimento visa expandir sua atuação em serviços de custódia e liquidação de ativos digitais. A Zerohash se destaca por fornecer uma infraestrutura robusta para bancos, corretoras e plataformas de fintechs, e entre seus clientes estão empresas renomadas, como a gestora de ativos BlackRock e a plataforma de mercados preditivos Kalshi.
O novo banco fiduciário proposto tem como objetivo principal oferecer serviços de custódia não apenas para ativos digitais, mas também para moeda fiduciária e outros tipos de ativos. Além disso, a Zerohash planeja disponibilizar serviços de staking custodial, serviços de agente de transferência e gerenciamento de stablecoins. Stephen Gardner, o diretor jurídico da Zerohash, está listado como o candidato a CEO do novo banco fiduciário, o que indica uma forte intenção da empresa em liderar essa nova empreitada no setor financeiro.
O pedido de charter da Zerohash se alinha a uma tendência crescente entre empresas de cripto e fintechs que buscam cartas fiduciárias federais durante o atual governo, que começou com a administração de Donald Trump. Em dezembro do ano passado, o OCC já havia concedido aprovações condicionais para cartas fiduciárias solicitadas por empresas como Circle Internet Group, Ripple, BitGo, Fidelity Digital Assets e Paxos. Os bancos fiduciários diferem dos bancos tradicionais, pois não têm permissão para aceitar depósitos ou conceder empréstimos, mas podem manter ativos sob custódia.
Recentemente, a Zerohash rejeitou uma proposta de aquisição da Mastercard, que estava disposta a pagar até US$ 2 bilhões pela empresa, optando por manter sua independência. Contudo, as duas entidades estão agora em conversações para um investimento estratégico que proporcionaria à Mastercard acesso à tecnologia e à base de clientes da Zerohash, sem comprometer a autonomia da empresa. Esse cenário revela o potencial crescente da Zerohash no ecossistema financeiro digital.
Além disso, a Kraken, outra empresa relevante no setor de criptomoedas, anunciou recentemente que garantiu uma conta mestre no Federal Reserve, o que representa um acesso direto à infraestrutura de pagamentos do banco central dos EUA. Com essa conta, a Kraken Financial poderá liquidar transações em dólares diretamente por meio do Fedwire, eliminando a necessidade de bancos intermediários. Essa conquista é considerada um marco significativo para a indústria de criptomoedas, que historicamente enfrentou obstáculos para acessar o sistema de pagamentos do Fed.
A aprovação da conta mestre é vista como um avanço importante, embora a Kraken não tenha acesso completo aos benefícios de um banco tradicional, como o recebimento de juros sobre reservas ou empréstimos das facilidades de crédito do Fed. A senadora Cynthia Lummis destacou essa conquista como um "marco histórico." Outras empresas, como Ripple e Custodia Bank, também têm buscado acesso semelhante, mas a aprovação regulatória permanece seletiva. O movimento da Kraken se alinha com as discussões sobre contas mestres "enxutas", que permitiriam um acesso limitado ao Fed sem os privilégios totais de um banco.
Em conclusão, a busca da Zerohash por uma carta de banco fiduciário nacional ilustra a evolução e a adaptação do setor de criptoativos no cenário financeiro tradicional. Com o aumento da demanda por serviços de custódia e a integração de soluções de blockchain no sistema financeiro, a Zerohash pode se tornar um player central nessa nova era, que promete trazer maior legitimidade e segurança ao espaço das criptomoedas. As próximas etapas de aprovação regulatória serão cruciais para determinar o futuro da Zerohash e seu impacto no mercado financeiro mais amplo.
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