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Harvard Reduz Participação em Bitcoin em 21% na Mudança de Portfólio do 4º Trimestre

A Harvard Management Company fez alterações significativas em sua exposição a criptomoedas no quarto trimestre do ano fiscal de 2025, conforme revelado em um registro regulatório publicado na última sexta-feira.

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Harvard Reduz Participação em Bitcoin em 21% na Mudança de Portfólio do 4º Trimestre
Foto: reprodução

A Harvard Management Company fez alterações significativas em sua exposição a criptomoedas no quarto trimestre do ano fiscal de 2025, conforme revelado em um registro regulatório publicado na última sexta-feira. A instituição não apenas cortou sua participação em Bitcoin, mas também fez sua primeira aquisição em um fundo negociado em bolsa (ETF) de Ethereum, comprando 3,87 milhões de ações do iShares Ethereum Trust da BlackRock, totalizando um investimento avaliado em aproximadamente 86,8 milhões de dólares até 31 de dezembro. Essa movimentação marca a primeira vez que Harvard divulga publicamente um investimento ligado ao Ethereum, destacando uma mudança no foco da universidade em relação aos ativos digitais.

No mesmo período, Harvard reduziu sua participação no iShares Bitcoin Trust da BlackRock, diminuindo de 6,81 milhões de ações para 5,35 milhões, uma queda de cerca de 1,48 milhão de ações, ou 21%. Apesar dessa diminuição, o Bitcoin permanece como o maior ativo de ações publicamente divulgado pela instituição, superando suas participações em grandes empresas de tecnologia como Alphabet, Microsoft e Amazon. A soma total dos investimentos em ambos os fundos de criptomoedas alcançou 352,6 milhões de dólares no fechamento do trimestre, refletindo uma estratégia de diversificação em meio a um cenário volátil de ativos digitais.

Esse ajuste no portfólio ocorre em um momento turbulento para o mercado de criptomoedas. O Bitcoin, por exemplo, atingiu um pico de aproximadamente 126.000 dólares em outubro de 2025, mas caiu para 88.429 dólares até o final de dezembro, conforme dados do Bitcoin Magazine Pro. Durante o mesmo período, o Ethereum registrou uma queda de cerca de 30%. Esses números ressaltam a volatilidade intrínseca do mercado, que tem gerado preocupações entre investidores e acadêmicos sobre a sustentabilidade dos investimentos em criptomoedas.

A Harvard Crimson, veículo de comunicação da universidade, trouxe à tona críticas ao modelo de investimento da instituição. Andrew F. Siegel, professor emérito de finanças da Universidade de Washington, caracterizou o investimento em Bitcoin como arriscado, citando a queda de 22,8% no ano até aquele momento e argumentando que a falta de valor intrínseco do Bitcoin contribui para seu risco. Essa análise levanta questões sobre a viabilidade de manter grandes posições em ativos tão voláteis e especulativos.

Além das movimentações no setor de criptomoedas, Harvard também fez um novo investimento de 141 milhões de dólares na Union Pacific Corporation, uma das maiores operadoras de ferrovias de carga dos Estados Unidos. Esse movimento ocorreu após o anúncio em julho de 2025 de uma fusão planejada com a Norfolk Southern, que deve criar a primeira rede ferroviária transcontinental do país. Tais decisões de investimento refletem a estratégia da instituição em diversificar suas participações, especialmente em setores considerados mais estáveis.

No quarto trimestre, Harvard também se desfez de participações anteriores, vendendo sua totalidade de 1,1 milhão de ações da Light & Wonder, uma fabricante de produtos de jogos que havia sido uma das suas maiores posições. Além disso, a universidade liquidou uma menor participação na Maze Therapeutics, uma empresa de biotecnologia focada em medicamentos de precisão. Por outro lado, Harvard aumentou sua exposição a várias empresas de tecnologia, mais que triplicando sua participação na Broadcom e aumentando suas participações na Google e na Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, enquanto reduziu suas posições na Amazon, Microsoft e Nvidia.

Essa reestruturação do portfólio de Harvard destaca uma tentativa de adaptação às condições do mercado e às críticas em relação aos investimentos em criptomoedas. O corte na posição de Bitcoin pode ser visto como um movimento estratégico para mitigar riscos, enquanto o investimento em Ethereum sugere uma busca por diversificação dentro do espaço cripto. A evolução dos mercados de capitais e a resposta da Harvard a esses desafios certamente continuarão a ser monitoradas de perto por outros investidores e analistas do setor.

Em suma, a decisão de Harvard de reduzir sua participação em Bitcoin e ampliar sua exposição ao Ethereum pode sinalizar uma mudança nas estratégias de investimento de grandes instituições acadêmicas. À medida que o mercado de criptomoedas continua a oscilar, a forma como as universidades e outros investidores institucionais ajustam suas carteiras será crucial para entender o futuro desses ativos digitais e seu papel na economia global.

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