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FMI: El Salvador não usa dinheiro público para comprar Bitcoin

FMI confirma que El Salvador não usou dinheiro público para comprar Bitcoin.

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FMI: El Salvador não usa dinheiro público para comprar Bitcoin
Foto: reprodução

O Fundo Monetário Internacional (FMI) esclareceu que El Salvador não utilizou fundos públicos para adquirir Bitcoin desde a última revisão de seu programa de empréstimo. Segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira, o país centro-americano recebeu seus Bitcoins através de doações privadas, conforme documentação apresentada pelo governo. O FMI também indicou que não há expectativa de novas acumulações de Bitcoin além das doações já documentadas.

El Salvador ganhou notoriedade mundial em 2021 ao se tornar a primeira nação a adotar o Bitcoin como moeda legal. No ano seguinte, o presidente Nayib Bukele anunciou que o país compraria um Bitcoin diariamente, mas a origem dos fundos e a veracidade dessas compras sempre geraram questionamentos.

O relatório do FMI detalha que a documentação fornecida comprova que qualquer acumulação de Bitcoin posterior à primeira revisão do acordo de empréstimo foi resultado de doações privadas, sem o uso de recursos públicos. Além disso, foram estabelecidos entendimentos sobre medidas para modernizar o arcabouço legal, regulatório e de supervisão de ativos digitais, bem como para fortalecer a governança e a gestão de riscos dos ativos criptográficos detidos pelo setor público.

O documento também observou que a participação pública na carteira de Bitcoin patrocinada pelo governo foi significativamente reduzida, com o controle operacional e a maioria da propriedade transferidos para um operador privado. Em 2021, El Salvador lançou a carteira Chivo como parte de sua estratégia para impulsionar a adoção do Bitcoin entre seus cidadãos.

O FMI expressou agradecimento às autoridades salvadorenhas pelas discussões construtivas e pela colaboração. O país firmou um acordo de empréstimo de US$ 1,4 bilhão com a instituição no final de dezembro, mas o FMI solicitou que El Salvador reavaliasse certos aspectos de sua estratégia com o Bitcoin.

Instituições financeiras globais, como o Banco Mundial e o FMI, têm sido críticas em relação à lei do Bitcoin do presidente Bukele, que também exigia que empresas aceitassem a criptomoeda se possuíssem os meios tecnológicos para tal. Em 2024, o próprio presidente admitiu que os salvadorenhos não estavam utilizando a criptomoeda para transações cotidianas como esperado, embora tenha ressaltado o contínuo investimento governamental em Bitcoin.

Desde o início de uma forte campanha de combate ao crime, que visou desmantelar gangues notórias, as taxas de homicídio em El Salvador registraram uma queda acentuada. O país, antes considerado um dos locais mais perigosos das Américas, busca agora se posicionar como um polo tecnológico, atraindo empresas como a Tether, que realocou sua sede para a capital, San Salvador.

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