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Morgan Stanley Bitcoin Trust será negociado como MSBT na NYSE Arca

Morgan Stanley lança Bitcoin Trust, negociado como MSBT na NYSE Arca.

Jornal Cripto3 min de leitura
Morgan Stanley Bitcoin Trust será negociado como MSBT na NYSE Arca
Foto: reprodução

A Morgan Stanley confirmou que seu fundo de investimento em bitcoin, proposto como um ETF de bitcoin à vista, será negociado sob o código MSBT na NYSE Arca. A informação foi divulgada em um novo registro enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). Este fundo, denominado Morgan Stanley Bitcoin Trust, é um veículo de investimento passivo projetado para acompanhar o preço à vista do bitcoin por meio de holdings diretas, permitindo que os investidores acessem o ativo digital sem a necessidade de possuí-lo diretamente.

Os primeiros passos para a criação do fundo incluem a emissão de 50.000 ações, que devem gerar cerca de 1 milhão de dólares em receitas iniciais. O código MSBT posiciona o produto ao lado de outros ETFs de bitcoin à vista que foram lançados após aprovações regulatórias ocorridas em 2024, um marco que abriu espaço para a participação de instituições financeiras tradicionais no mercado cripto. Essa mudança é um sinal claro de que a aceitação institucional do bitcoin está se consolidando.

Morgan Stanley escolheu a Coinbase Custody Trust Company como a principal responsável pela custódia dos bitcoins do fundo. Essa empresa será encarregada de proteger os ativos digitais e facilitar as transferências relacionadas à criação e resgate de ações. A maior parte do bitcoin será mantida em armazenamento a frio, onde as chaves privadas permanecem offline, garantindo assim maior segurança contra possíveis ataques cibernéticos. Além disso, o BNY Mellon desempenhará várias funções, incluindo a de administrador, agente de transferência e custódio de caixa, gerenciando a contabilidade e os registros dos acionistas do fundo.

O modelo de operação do Morgan Stanley Bitcoin Trust segue as práticas comuns observadas no mercado de ETFs de bitcoin à vista. Durante períodos de criação ou resgate de ações, parte das holdings do fundo pode ser transferida para carteiras de negociação, à medida que participantes autorizados troquem dinheiro por bitcoin ou resgatem ações pelo ativo subjacente. Embora a documentação indique que existe um seguro de custódia, é importante ressaltar que ele é compartilhado entre múltiplos clientes e pode não cobrir todas as perdas, um detalhe que aparece em documentos similares de outros ETFs, refletindo a prática padrão da indústria.

Ainda não foram divulgados dados cruciais, como a taxa de administração e a relação de despesas do fundo. Esses elementos costumam influenciar a demanda dos investidores, especialmente em um mercado onde a competição por taxas entre os emissores está aumentando. A Morgan Stanley começou a trabalhar na proposta do fundo em janeiro, e a atualização mais recente confirma detalhes operacionais, aproximando o produto de seu lançamento, que dependerá da efetividade da declaração de registro e da aprovação regulatória final.

Este movimento marca uma entrada mais profunda do banco no mundo dos ativos digitais. A Morgan Stanley demonstrou interesse em expandir suas operações para além dos ETFs, com iniciativas sendo desenvolvidas para integrar a negociação de criptomoedas em sua plataforma E*Trade. Além disso, o banco também está explorando serviços de custódia, empréstimos e opções relacionadas a rendimento atreladas a ativos digitais. Durante uma conferência, Amy Oldenburg, chefe da estratégia de ativos digitais da empresa, descreveu essa expansão como parte do plano da instituição, apontando para a demanda dos clientes por serviços integrados de cripto. Ela afirmou que o banco pretende desenvolver uma plataforma de custódia e troca totalmente integrada, enfatizando que "é uma progressão natural" para o banco, que busca atender às expectativas de seus clientes com um serviço confiável e seguro.

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