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Morgan Stanley Avança com ETF de Bitcoin: NYSE Confirma Listagem Oficial

Morgan Stanley dá passo importante para lançamento de ETF de Bitcoin.

Jornal Cripto3 min de leitura
Morgan Stanley Avança com ETF de Bitcoin: NYSE Confirma Listagem Oficial
Foto: reprodução

O aguardado fundo negociado em bolsa (ETF) de Bitcoin à vista do Morgan Stanley, denominado Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT), deu um passo crucial rumo à sua negociação após a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) confirmar um aviso oficial de listagem para o produto. Este desenvolvimento, divulgado pela Bitcoin Magazine, sinaliza que o lançamento está cada vez mais próximo, segundo analistas especializados. A listagem em uma bolsa de grande porte como a NYSE geralmente precede a aprovação final e o início das operações, representando um marco significativo para um dos maiores bancos dos Estados Unidos.

Se aprovado pelas autoridades reguladoras, o MSBT se destacaria por ser o primeiro ETF de Bitcoin à vista emitido diretamente por um grande banco americano, em contrapartida aos fundos já existentes lançados por gestoras de ativos como BlackRock e Fidelity. A divisão de gestão de patrimônio do Morgan Stanley gerencia uma das maiores redes de assessores financeiros do setor, contando com aproximadamente 16.000 profissionais e trilhões de dólares em ativos sob gestão. Essa vasta capilaridade de distribuição pode posicionar o MSBT como um canal importante para a exposição ao Bitcoin em portfólios de investimento tradicionais.

De acordo com um documento atualizado junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), o Morgan Stanley confirmou na semana passada que seu futuro ETF de Bitcoin à vista será negociado sob o ticker MSBT na NYSE Arca. O prospecto detalha o Morgan Stanley Bitcoin Trust como um veículo de investimento passivo, projetado para replicar o preço à vista do Bitcoin através de suas posses diretas. As cotas do fundo refletirão o valor do Bitcoin custodiado, permitindo que investidores ganhem exposição por meio de suas contas de corretagem sem a necessidade de possuir a criptomoeda diretamente.

Amy Oldenburg, Chefe de Estratégia de Ativos Digitais do Morgan Stanley, comentou durante a Digital Asset Summit que a entrada de Wall Street no mercado de ativos digitais reflete um esforço de longo prazo para modernizar a infraestrutura financeira. Ela rejeitou a ideia de que os bancos estejam agindo por medo de perder oportunidades, enfatizando um processo evolutivo contínuo na modernização do setor financeiro. A estratégia do banco parece focada em integrar novas tecnologias e ativos digitais de forma planejada e sustentável.

O fundo planeja iniciar suas operações com a alocação de 50.000 cotas, o que deve gerar aproximadamente 1 milhão de dólares em recursos iniciais. A Coinbase Custody Trust Company atuará como a principal custodiante do Bitcoin, mantendo a maior parte dos ativos em armazenamento a frio (cold storage) e facilitando as transferências associadas à criação e resgate de cotas. Essa medida visa garantir a segurança dos ativos digitais detidos pelo fundo.

Complementando a estrutura operacional, o BNY Mellon será responsável pela administração, pelos serviços de agente de transferência e pela custódia de caixa, gerenciando a contabilidade, os registros de acionistas e as operações de caixa do trust. Esse modelo operacional espelha as práticas adotadas pelo mercado de ETFs de Bitcoin à vista, onde uma porção dos ativos é transferida para carteiras de negociação durante os processos de criação ou resgate de cotas. Os participantes autorizados, por sua vez, realizam a troca de dinheiro por Bitcoin ou o resgate de cotas pelo ativo subjacente.

A estrutura do fundo também aborda questões de segurança e risco, com o prospecto mencionando a existência de um seguro de custódia. No entanto, é destacado que este seguro é compartilhado entre múltiplos clientes e pode não cobrir todas as perdas, um aviso padrão comum entre os ETFs de Bitcoin à vista. As taxas de administração do ETF ainda não foram divulgadas, mas espera-se que sejam competitivas em relação aos fundos existentes, que variam entre 0,20% e 0,30% anualmente.

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