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Segurança

Hack da Coldcard gera maior movimentação de Bitcoin pequeno desde FTX

Movimentação de BTC abaixo de 1 BTC atingiu 39.600, maior nível desde a FTX.

Por 3 min de leitura
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Hack da Coldcard gera maior movimentação de Bitcoin pequeno desde FTX
Foto: reprodução

A movimentação de pequenas quantidades de Bitcoin atingiu o maior nível desde o colapso da FTX, em meio ao suspeito hack da Coldcard que continua ativo. Segundo dados compartilhados pelo chefe de pesquisa da CryptoQuant, Julio Moreno, no sábado, 39.600 BTC foram movidos em transações abaixo de 1 BTC na sexta-feira, o maior volume diário desde novembro de 2022. O número ficou apenas 300 BTC abaixo dos 39.900 BTC transferidos em 16 de novembro de 2022, dias após a FTX declarar falência. Moreno comentou que os 'plebs do Bitcoin' não moviam essa quantidade desde o colapso da FTX, e que ficou encorajado ao ver os usuários 'tomando ação'.

Por que os usuários estão movimentando seus fundos agora?

A movimentação em massa é uma resposta direta ao hack suspeito da Coldcard, que continua ativo. Pesquisadores da Galaxy Research, braço de pesquisa da Galaxy Digital, relataram no sábado que a última onda identificada drenou mais 207,7 BTC, avaliados em cerca de US$ 13,2 milhões. O roubo elevou as perdas estimadas para 1.367 BTC (US$ 88,6 milhões) em 4.585 endereços. Alex Thorn, chefe de pesquisa da Galaxy Digital, alertou em um post no X no domingo que o ataque ainda estava em andamento e pediu que os usuários movessem seus fundos de endereços gerados pela Coldcard imediatamente, caso ainda não o tivessem feito.

O incidente se tornou um teste mais amplo para a autocustódia de Bitcoin, reacendendo o debate sobre se os usuários estão mais protegidos controlando seus próprios fundos ou confiando em plataformas de terceiros. Nick Neuman, CEO da empresa de segurança Bitcoin Casa, rebateu as alegações de que a 'autocustódia acabou', argumentando que sua natureza distribuída dá tempo aos usuários para reagir. Ele estimou que potencialmente 10 vezes mais Bitcoin estava protegido por autocustódia do que foi roubado e identificado no ataque até agora.

O debate também atraiu respostas de apoiadores das finanças tradicionais. Eric Balchunas, analista sênior de ETF da Bloomberg, argumentou que os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin oferecem uma alternativa mais segura e conveniente para muitos usuários, apontando para o longo histórico operacional da indústria de ETFs. Outros rebateram, dizendo que o incidente da Coldcard foi uma falha de um provedor de carteira específico, e não da autocustódia em si.

A suspeita de hack da Coldcard, que surgiu no final de julho e aparentemente permanecia ativa no momento da publicação, continua a expor novos víctimas. Thorn disse que sua equipe continuava identificando novos endereços de vítimas e atacantes, e que relatos de usuários ajudaram pesquisadores e autoridades a rastrear os fundos roubados. A situação ressalta os riscos e benefícios da autocustódia, um princípio central do cripto que permite aos usuários controlar seus fundos sem depender de terceiros.

Perguntas frequentes

O hack da Coldcard afetou todos os usuários?

Não, o hack parece ter afetado apenas endereços gerados pela Coldcard, e os pesquisadores continuam identificando novos víctimas. A Galaxy Research relatou que 4.585 endereços foram comprometidos até agora, com perdas estimadas em 1.367 BTC. A recomendação é que usuários da Coldcard movam seus fundos imediatamente se ainda não o fizeram.

Os ETFs de Bitcoin são uma alternativa mais segura?

Alguns analistas, como Eric Balchunas, argumentam que os ETFs de Bitcoin oferecem uma alternativa mais segura e conveniente, citando a longa história da indústria de ETFs. No entanto, outros defendem que a autocustódia continua válida, e que o incidente da Coldcard é uma falha específica de um provedor, não da autocustódia em si.

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