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Executiva da Morgan Stanley afirma que 'ainda estamos no início da jornada do Bitcoin'

Morgan Stanley lançou o MSBT, um produto de bitcoin.

Jornal Cripto3 min de leitura
Executiva da Morgan Stanley afirma que 'ainda estamos no início da jornada do Bitcoin'
Foto: reprodução

A Morgan Stanley, uma das principais instituições financeiras do mundo, lançou recentemente seu produto negociado em bolsa de bitcoin, o Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT). Durante um painel realizado na quarta-feira, moderado por Tyler Evans, Amy Oldenburg, chefe de ativos digitais do banco, dedicou quase uma hora para defender o bitcoin, abordando aspectos que muitos de seus clientes ainda não tiveram a oportunidade de ouvir na íntegra. Oldenburg destacou que a falta de conhecimento sobre o bitcoin é um dos problemas mais urgentes que o setor enfrenta atualmente.

"Devemos começar com o bitcoin", afirmou Oldenburg, referindo-se ao valor de mercado do ativo, que gira em torno de 1,5 trilhões de dólares, e à sua distinção em relação ao restante do universo cripto. Ela fez questão de diferenciar o bitcoin como um ativo específico, em contraste com a ampla categoria de criptomoedas, uma distinção que, segundo ela, muitos investidores, tanto de varejo quanto institucionais, ainda não fazem com segurança. A executiva enfatizou que essa diferenciação deve ser apoiada por pesquisa fundamental, e não apenas por narrativas de mercado.

Oldenburg também abordou o que ela chamou de "problema de educação" em relação ao bitcoin. Segundo ela, muitos investidores ainda associam o ativo à sua história inicial, marcada pelo uso por atores mal-intencionados, o que dificulta a visão de seu verdadeiro potencial. Ela explicou que, ao serem questionados sobre rendimento ou exposição estruturada, sua equipe tenta ser clara: "você pode apresentá-lo como um rendimento, mas o ativo subjacente é o bitcoin". Tal clareza, segundo ela, ainda é escassa nas conversas do mercado, e há "muito mais trabalho a ser feito" nesse sentido.

O MSBT conseguiu mais de 100 milhões de dólares em seu primeiro semana de negociação, um sinal inicial forte para um produto que o banco descreve como destinado a atender todo o espectro de sua base de clientes, ao invés de um segmento restrito. No entanto, Oldenburg foi rápida em contextualizar esse número, esclarecendo que todos os fluxos iniciais vieram de contas autogeridas, uma vez que o fundo ainda não estava disponível na plataforma de consultoria. Além disso, ela observou que, apesar de a Morgan Stanley ter recomendado uma alocação de 2 a 4% em criptomoedas, a adesão por parte dos consultores tem sido lenta.

Para preencher essa lacuna, a Morgan Stanley está implementando treinamentos internos, permitindo que os consultores financeiros falem sobre bitcoin com confiança. Oldenburg mencionou que sua equipe dedica "horas e mais horas" em ligações com clientes, explicando modelos e estruturas de alocação. Ela também destacou que o banco projeta produtos para atender diferentes necessidades, incluindo opções para clientes que desejam um wrapper ETP direto, além de informar que a negociação de criptomoedas à vista está a caminho para clientes na área de gestão de patrimônio.

Sobre a escolha de custodiante, Oldenburg reconheceu a complexidade da decisão, pois o mercado possui uma variedade de provedores. A escolha não foi simples, levando a instituição a colaborar com mais de um custódio. A Morgan Stanley optou por trabalhar com a Coinbase e a BNY Mellon como custodiante do MSBT. Quando a conversa se voltou para investimentos mais arriscados em bitcoin, Oldenburg mencionou a Strategy, a empresa liderada por Michael Saylor, anteriormente conhecida como MicroStrategy, como "um bom amigo da Morgan Stanley", destacando que o banco colaborou com a empresa durante sua evolução.

Abordando a questão de bancos que mantêm bitcoin em seus balanços, Oldenburg afirmou que isso "não está fora de cogitação" se houver progresso regulatório. No entanto, ela adotou uma postura cautelosa. Ela apontou que os Estados Unidos precisam de uma maior harmonização entre seus reguladores financeiros, e que para uma empresa global como a Morgan Stanley, o contexto é ainda mais complexo, pois cada jurisdição possui seu próprio arcabouço regulatório. Oldenburg finalizou reiterando a necessidade de pesquisas abrangentes e fundamentadas que alcancem todos os segmentos do mercado.

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