Casa Branca Anuncia Reserva Estratégica de Bitcoin: 'Um Avanço Importante'
Anúncio da Reserva Estratégica de Bitcoin é iminente.

A Casa Branca está prestes a fazer um anúncio formal sobre a Reserva Estratégica de Bitcoin dos Estados Unidos, e o executivo responsável pela iniciativa, Patrick Witt, afirmou que as etapas mais complicadas já foram superadas. Witt, que é Diretor Executivo do Conselho de Assessores do Presidente para Ativos Digitais, comentou em uma entrevista nesta semana que a administração conseguiu superar um importante obstáculo legal para estabelecer a reserva. "Teremos um anúncio em breve", disse Witt, expressando que gostaria de compartilhar mais informações, mas ressaltou que se trata de um verdadeiro avanço em termos de garantir que todos os aspectos legais estejam em ordem e que os ativos estejam devidamente protegidos.
Esse sinal positivo segue uma declaração semelhante feita por Witt durante a conferência Bitcoin 2026, realizada em Las Vegas, onde ele mencionou que uma atualização sobre a reserva estava prevista para acontecer dentro de algumas semanas. A ordem executiva que estabeleceu a Reserva Estratégica de Bitcoin foi assinada pelo Presidente Trump em 6 de março de 2025. Desde então, Witt informou que seu vice, Harry John, tem liderado o processo interagências, que inclui identificar quais autoridades legais existem, encomendar os memorandos legais necessários e construir uma infraestrutura de custódia e relatórios entre as agências federais, que foram originalmente projetadas para o ouro, e não para chaves privadas.
Atualmente, a reserva possui aproximadamente 328.372 BTC, o que representa cerca de 1,6% do suprimento global total de Bitcoin. Esses bitcoins foram acumulados por meio de apreensões realizadas pela lei, incluindo a desarticulação da Silk Road, a recuperação do hack da Bitfinex em 2022 e anos de confisco de bens ilícitos. A ordem executiva proíbe o Tesouro dos EUA de vender uma única moeda dessa reserva, o que garante que esses ativos permaneçam sob controle do governo.
Witt também destacou a urgência da segurança da reserva ao mencionar uma violação ocorrida no Serviço de Marshals dos EUA, que evidenciou a necessidade de proteção eficaz. Um contratante do governo, identificado como John Daghita, supostamente roubou mais de 46 milhões de dólares em criptomoedas de contas sob custódia da USMS no final de 2025, sendo preso pelo FBI em março de 2026. Outro roubo de 24 milhões de dólares foi rastreado até outubro de 2024, o que serve como um exemplo claro da vulnerabilidade das reservas governamentais.
A fragilidade das ordens executivas é uma preocupação central que fundamenta duas propostas legislativas atualmente em trâmite no Congresso. O deputado Nick Begich reformulou recentemente a Lei BITCOIN como a Lei de Modernização das Reservas Americanas (ARMA), que autorizaria o Tesouro dos EUA a adquirir até 200.000 BTC por ano durante cinco anos, com as reservas sendo mantidas por um mínimo de 20 anos. A senadora Cynthia Lummis está pressionando por um prazo no Congresso, buscando uma votação antes do recesso de verão, uma vez que as campanhas para as eleições de meio de mandato começam a consumir o tempo disponível.
Se a Lei BITCOIN for aprovada, a primeira aquisição de Bitcoin no mercado aberto pelo Tesouro está prevista para o quarto trimestre de 2026, fazendo dos Estados Unidos a primeira nação soberana a acumular Bitcoin ativamente como um ativo de reserva estratégica. Essa movimentação pode não apenas mudar a dinâmica do uso de criptomoedas por governos, mas também influenciar a forma como o Bitcoin é percebido no mercado global.
A expectativa sobre esse anúncio é grande, pois poderá simbolizar uma nova era para a integração do Bitcoin nas estratégias financeiras governamentais, além de reforçar a posição dos EUA como um líder na adoção de criptomoedas e ativos digitais. As próximas semanas serão cruciais para observar como essa nova iniciativa será recebida tanto pelo mercado financeiro tradicional quanto pela comunidade cripto.
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