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Bitcoin segura US$ 64 mil com juros e petróleo em alta; rendimentos dos Treasuries de 30 anos atingem máxima desde 2007

Bitcoin opera perto de US$ 64.100, alta de 1%, apesar de rendimentos de títulos e petróleo em alta.

Por 4 min de leitura
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Bitcoin segura US$ 64 mil com juros e petróleo em alta; rendimentos dos Treasuries de 30 anos atingem máxima desde 2007
Foto: reprodução

O bitcoin opera perto de US$ 64.100 nesta terça-feira, com alta de 1% no dia, mantendo-se acima do nível de US$ 64.000 mesmo com o aumento dos rendimentos dos títulos e a escalada do petróleo reduzindo o apetite por ativos de risco, segundo dados da CoinDesk. O ether permanece perto de US$ 1.893, enquanto as demais criptomoedas de grande capitalização operam estáveis, com a Hyperliquid se destacando na semana, com alta de 8,3%.

A pressão vem dos títulos e do petróleo bruto. O rendimento do Treasury de 30 anos subiu para 5,33%, o maior nível desde 2007, enquanto investidores exigem mais retorno para financiar governos altamente endividados e se proteger contra a inflação persistente. Os rendimentos de longo prazo subiram em todo o mundo, e os futuros do S&P 500 caíram 0,5%, caminhando para um terceiro dia consecutivo de perdas.

O petróleo Brent ultrapassou US$ 91 o barril, com a escalada do conflito entre EUA e Irã, após Trump ameaçar bombardear Omã se o país interferir nas operações americanas na região. Essa combinação é o vento contrário macroeconômico que limitou o mercado cripto durante todo o verão, e agora se intensifica. Petróleo mais alto alimenta a inflação, inflação mais alta eleva os rendimentos, e custos de empréstimos crescentes retiram dinheiro dos ativos de risco, reforçando as expectativas de que os bancos centrais mantenham políticas restritivas.

O que chama a atenção é que o bitcoin está segurando mesmo assim. A criptomoeda sobe no dia e fica positiva na semana, enquanto as ações caem pelo terceiro pregão e os rendimentos atingem máximas geracionais, um tipo de firmeza relativa que se encaixa na narrativa de retorno da demanda por ETFs, em vez de contrariá-la. A questão é se essa divergência pode continuar.

Por que o bitcoin resiste enquanto as ações caem?

A resistência do bitcoin ocorre em um contexto de rendimentos em máximas históricas e quedas nas bolsas, o que sugere que compradores institucionais, possivelmente via ETFs, estão absorvendo a pressão macro. Um rompimento acima de US$ 64.500 fortaleceria o caso de que novos compradores estão entrando, enquanto o petróleo se aproximando de US$ 100 e rendimentos ainda mais altos testariam rapidamente essa resiliência.

O Índice de Medo e Ganância (Fear & Greed Index) subiu para 41, o maior nível desde meados de maio, embora ainda permaneça na zona de "medo". O índice varia de 0 a 100, com qualquer valor abaixo de 50 sinalizando medo, e mede o humor do mercado com base no momentum de preço, volatilidade e volume. A alta indica um degelo no sentimento, mas ainda não é uma virada definitiva.

Além disso, a média móvel de 200 semanas do bitcoin, que acompanha o preço médio de fechamento semanal dos últimos 200 semanas, subiu acima de US$ 64.000 e agora está em US$ 64.217. Com o preço à vista do bitcoin negociando em torno do mesmo nível, esse indicador de longo prazo está sendo testado novamente, após ter fornecido suporte durante grande parte do mercado baixista.

No mercado de derivativos, mais de US$ 2 bilhões foram negociados nos fins de semana desde que a CME lançou acesso 24/7 a criptomoedas em 29 de maio. Segundo a CME, participantes de mercado, de traders de varejo a investidores institucionais, estão escolhendo seu mercado regulamentado para gerenciar risco de criptomoedas em tempo integral. Dados da Velo mostram que, nos últimos três meses, o bitcoin teve retorno agregado de -0,5% nos dias úteis, enquanto sábados e domingos apresentaram retornos positivos, com os fins de semana produzindo retorno combinado de 0,51%.

Perguntas frequentes

O bitcoin vai continuar subindo mesmo com os juros altos?

A resistência atual do bitcoin sugere que há demanda compradora, possivelmente institucional via ETFs, mas a pressão macro de rendimentos e petróleo em alta pode limitar ganhos. Um rompimento acima de US$ 64.500 seria um sinal positivo, enquanto o petróleo perto de US$ 100 e rendimentos maiores testariam essa resiliência.

O que significa o Índice de Medo e Ganância estar em 41?

O índice em 41 indica que o mercado ainda está na zona de "medo", mas é o maior nível desde maio, mostrando um degelo no sentimento. Ainda não é uma mudança de ciclo; apenas um movimento sustentado acima de 50 indicaria uma virada real.

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