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Stablecoins

Bancos deixam de questionar se stablecoins têm lugar nas finanças e agora discutem como usá-las

Bancos globais como Standard Chartered e BNY estão integrando USDC em sua infraestrutura, sinalizando que o debate mudou de 'se' para 'como' usar stablecoins.

Por 2 min de leitura
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Bancos deixam de questionar se stablecoins têm lugar nas finanças e agora discutem como usá-las
Foto: reprodução

Instituições financeiras globais estão correndo para se tornar gateways seguros para stablecoins, à medida que o volume de ativos digitais deve explodir até 2030. O Standard Chartered é o mais recente banco a oferecer a seus clientes institucionais a capacidade de cunhar e resgatar a USDC, da Circle, sinalizando que o debate mudou de “se” para “como” usar stablecoins.

A Chainalysis estima que os volumes de liquidação de stablecoins podem atingir um quadrilhão de dólares por ano até 2030. O BNY, maior banco de custódia do mundo, com US$ 59 trilhões em ativos sob gestão, expandiu seu suporte para USDC, permitindo que clientes institucionais custodiem, cunhem e resgatem a stablecoin usando sua infraestrutura, sem precisar construir a própria.

Por que os bancos estão adotando stablecoins em vez de criar as próprias?

A decisão reflete um padrão entre alguns bancos de usar redes de stablecoins já estabelecidas, em vez de criar as suas. O valor real está nas redes e na liquidez ao redor das stablecoins, e não nos tokens em si. “Bancos não estão mais perguntando se vão usar stablecoins. Eles estão decidindo como vão usá-las”, disse Andrew MacKenzie, CEO da Agant.

Adrian Cachinero Vasiljevic, do Steakhouse Financial, concorda que o ecossistema é chave. “A rede é o que cria o valor. A stablecoin em si se torna quase secundária.” A discussão se intensificou após o CEO da Circle, Jeremy Allaire, responder ao lançamento do OpenUSD, stablecoin rival apoiada por Coinbase, Stripe e BlackRock, afirmando que a posição da USDC se baseia em quase uma década de construção de liquidez, relacionamentos bancários e aprovações regulatórias.

Na Europa, onde mais de 99% do mercado de stablecoins é atrelado ao dólar, há um movimento para desenvolver stablecoins lastreadas em euro. Jan-Oliver Sell, CEO do Qivalis, um consórcio de 37 instituições financeiras europeias, disse que, sem um euro na blockchain, os bancos usarão o dólar por estar disponível e ter alta liquidez. O Qivalis incentiva os bancos a trabalharem juntos em uma única rede compartilhada, em vez de cada um emitir sua própria stablecoin.

Sell afirmou que o Qivalis não busca competir diretamente com a USDC, mas dar a bancos, empresas e instituições de pagamento europeus uma alternativa regulada em euro à medida que as finanças tokenizadas se expandem. “Quanto mais bancos tivermos no consórcio, melhor. Nossa rede tem efeitos de rede mais fortes.”

O sucesso de uma stablecoin, no entanto, não depende apenas da emissão. “Qualquer um pode emitir uma stablecoin”, disse Cachinero Vasiljevic. “Mas se ninguém usar a stablecoin, ela não vale nada. O valor da stablecoin é a rede.”

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