Luno demite 20% da equipe global em meio a automação e queda no varejo
Luno demite 20% da equipe global devido a automação e queda no varejo.

A exchange de criptomoedas Luno está cortando cerca de 20% de sua força de trabalho global, segundo informações divulgadas na quinta-feira. A decisão reflete a combinação de um mercado de varejo mais fraco e investimentos em automação que reduziram a necessidade de pessoal. O CEO James Lanigan confirmou as demissões ao Bloomberg, sem revelar o número exato de afetados.
Lanigan afirmou que os investimentos em automação e outras melhorias operacionais ao longo do último ano alteraram os recursos necessários para administrar o negócio. A Luno continuará investindo em produtos de varejo, infraestrutura e conformidade regulatória, enquanto expande sua oferta business-to-business. A exchange, de propriedade do Digital Currency Group, já havia reduzido 35% do quadro em janeiro de 2023, citando condições de mercado adversas.
Por que a Luno está demitindo funcionários agora?
A empresa está passando por uma reestruturação para se concentrar em África e Sudeste Asiático, deixando de atender clientes em alguns mercados a partir de 1º de setembro. Além disso, a Luno está migrando para um modelo mais voltado a instituições, combinando sua exchange de varejo com 16 milhões de usuários a um serviço white-label. Esse serviço permite que bancos, fintechs e operadoras de telecomunicações ofereçam produtos cripto com suas próprias marcas, usando a liquidez, carteiras e infraestrutura de compliance da Luno.
O enfraquecimento do negócio de varejo reflete uma tendência mais ampla no setor, que já viu exchanges como BitMEX e BitMart encerrarem operações. Em contrapartida, o banco sul-africano Discovery Bank começou a oferecer acesso a mais de 50 criptomoedas por meio da Luno em dezembro de 2025, servindo como modelo para essa nova linha de negócios. A integração foi anunciada no mês anterior.
A Luno não respondeu ao pedido de comentário do CoinDesk até o momento da publicação. A exchange foi adquirida pelo Digital Currency Group em 2020.
Perguntas frequentes
A Luno vai parar de atender clientes no Brasil?
A matéria não menciona especificamente o Brasil, mas informa que a exchange deixará de atender clientes em alguns mercados a partir de 1º de setembro para se concentrar em África e Sudeste Asiático. Não há detalhes sobre quais países serão afetados.
Quantos funcionários a Luno tinha antes dos cortes?
A reportagem não divulga o número total de funcionários da Luno antes dos cortes. O CEO James Lanigan confirmou a redução de cerca de 20% da força de trabalho global, sem especificar quantas pessoas isso representa.
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